Poemas no espírito da Poesia!

"Ja disse o homem que depois/ Morreu e ficou na memória./
Que existe uma coisa na roda da história/ Que uma camada pra trás quer rodar./
Mas estes não servem/ Pra pôr sua mão nesta manivela/
Ficarão a margem olhando da janela/
A luta do povo esta roda girar."

(Ademar Bogo - CD Arte em Movimento).

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domingo, 21 de outubro de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fenômenos

O Sol é abrasador!
A Terra está tórrida!
As Plantas paralisam...
As Flores cessam...
Os frutos não chegam...
As Sementes mirram!


O Ser humano anseia
Quer nuvens...
Deseja a chuva...
Almeja o frescor...
A rega caída dos céus...
O verdejar das plantações!


São as intempéries...
Aqui chegou a seca!
Noutros lugares há inundações!
Aqui há prejuízo nas lavouras!
Noutros lugares ha casas cobertas
Levadas pelas águas...


O Ser Humano se questiona
Se pergunta...
Se culpa!
Ação reação!
Desrespeito...
Desiquilíbrio...
Consequências!


Fenômenos Metáforas
Dos meus sonhos e devaneios!
Sol e Chuvas de menos...
Às vezes de forma colossal!
Sol e Chuvas presentes...
De repente ficamos carentes!
Desejamos gotas de Chuvas...
Ansiamos por raios de Sol!


Venha Chuva!
Venha Sol!
Venha me molhar!
Venha me aquecer!
Venham as nuvens secas...
Me cobrir...
E o meu mundo...
Colorir!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Divagações filosóficas de um grão de areia...




Nosso ser tem configurações de infinito...
Mas parece um nada diante da magnitude do Planeta Terra.
Que parece um grão de areia dentro do sistema solar.
Que parece uma pequena poeira diante da Via Láctea.
Que é um cantinho insignificante do Universo!


Entretanto, ainda que temporariamente, nos contentamos com situações, elementos, atos, fatos, acontecimentos... bem pequenos!


Assim um olhar, um gesto, uma atitude, uma palavra, um abraço, um beijo...
nos deixam contentes, felizes!


Ansiamos por outras pequenas situações... como respeito, cuidado, justiça, solidariedade, igualdade de condições, direitos de organização, luta, transformação...


Diante da imensidão do Universo o que somos é nada, mas o que nos faz, completa, realiza, nos torna feliz... é ainda menor!


Fênix ou nem tanto...




Das cinzas revive...
Reaparece, permanece...
E se vai!
Desaparece no infinito!
Retorna vivaz e contumaz...
Nostálgico...


É outro dia!
Escola, Educação, outra vez!
Morte! Ressurreição...
Coração e mente abertos!
Transformação...
Onde? Quando? Quanto? 
Não sei...


Voltou?
Voltei...
Por quê?
Para quê?
Com quem?
De que modo?
De que tamanho?


O Tempo, a paciência, o amor
E a Ciência...
Responderão!

Dinâmica da Vida




Tempo de férias
Diz-se descanso...
Outros sonhos...
Realizações...
Pressão midiática:
Compre, parcele...
Leve...
Atração
Indiferença...
Repulsa!
Desligamos
Descansamos
Recarregamos...
Arruma-se aqui...
Ali, acolá!
Elaboramos
Cultivamos
Construímos...
Recuperar o tempo...
Cuidar!
Cuidar-se!
Rodar...
Chegar!
Proceder...
Melhorar!
Encontros
Falações...
Impressões
Sêlos!
Carinho
Afeto...
Amor!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Não sei quantas almas tenho


Na ausência de inspiração ou devido à teimosia em ocultar o que sinto, resolvi tomar emprestado de Fernando Pessoa este poema que diz por mim, em parte, aquilo que eu omito... 



Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.